Em meio ao enxugamento de recursos públicos para o desenvolvimento de programas e projetos de inovação no Brasil, diversos acordos e parcerias foram firmadas nesta sexta-feira (1º), na reunião do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O objetivo das iniciativas é ampliar a integração entre as instituições que apoiam a inovação na indústria e também criar mecanismos que permitam às empresas manter seus projetos de inovação em meio à crise.

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) firmou um acordo com o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) e com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para desenvolver os três eixos do Inova – Inova Talentos, Inova Global e Inova Tec, sendo os dois últimos novas modalidades. Pelo acordo, o CNPq concederá bolsas para os programas.

O Inova Global é um programa de intercâmbio internacional para pesquisadores colaboradores e profissionais de pesquisa e desenvolvimento de indústrias brasileiras. Por meio do Inova Global, será possível acessar centros de inovação e ciência de referência de todo o mundo, desenvolver projetos e estreitar a cooperação internacional, por meio de bolsas financiadas pela indústria. O Inova Tec será voltado para alunos de graduação em bacharelado e de graduação tecnológica, como forma de iniciação de estudantes às atividades de inovação na indústria.

STARTUPS – Com a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), a CNI e o IEL somarão esforços para ampliar o apoio às startups, bem como buscarão maior integração para formular propostas conjuntas de políticas públicas que amparem e promovam o desenvolvimento de empresas de base tecnológica. “Com a parceria, buscamos fortalecer a rede de incubadoras e aceleradoras para cooperar também com as empresas que compõem a MEI”, afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) fechou uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) que permitirá financiar com o Cartão BNDES os projetos relacionados à internet das coisas, saúde e manufatura avançada em unidades credenciadas pela Embrapii. O cartão é utilizado por empresas de todos os portes para adquirir produtos e serviços com limite de até R$ 2 milhões. “Com a parceria, o banco também incentivará seus clientes a buscar apoio em inovação por meio de projetos Embrapii”, explicou o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães.

Fonte: Portal da Indústria